quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Jovens bailarinos valencianos na Escola do Teatro Bolshoi do Brasil.

06 valencianos estudando na Escola do Teatro Bolshoi do Brasil.


01 valenciano estudando na Escola De Ballet de Joinville

Olá! Mais cinco bailarinos valencianos estarão indo morar e estudar ballet em Joinville-SC. Quatro foram selecionados em outubro do ano passado, e ganharam bolsa integral para ingressarem na escola Bolshoi esse ano de 2012. Foram eles:



E um valenciano irá para Joinville, estudar na Escola Municipal de ballet de Joinville, que é:
• Eder de Jesus -19 anos de idade.
Lembramos também que temos duas bailarinas que já estão estudando no bolshoi, que são elas:
• Elas moram com a mãe social, Valquíria Grimaldi, mãe da Paloma Grimaldi que deixou tudo em Valença, pra cuidar dos nossos bailarinos lá em Joinville.

A nossa preocupação como instituição social era grande esse ano, pois afinal são sete bailarinos e tivemos que procurar uma casa maior que a de 2011, achamos uma de R$ 1000(mil) reais, mas era muito cara para o nosso orçamento, porém somos uma instituição que apesar da dificuldade não desistimos NUNCA!

Por isso queremos informar que graças a Deus, e aos esforços de nossa professora Sinthia Bulcão, de nossos colegas, a direção do nosso ballet e amigos como o Sr. Edson (Fazenda Pontal), e Marcelo (Perville Joinville- SC), conseguimos o patrocínio do empresário Fabio Perine, dono da Perville e da Fazenda Pontal, ele estará pagando durante período indeterminado o aluguel da casa de Valença em Joinville, no valor mensal de R$ 1000 (um mil reais). Que maravilha! Uma cidade do Baixo Sul da Bahia, hoje se tornou referência de grandes talentos na área da dança. VIVA! Pois é, agora temos a Casa Social do Ballet Styllo Corpo de Valença-BA, em Joinville-SC. Obrigada Sra. e Sr. Milena e Fábio Perine. NOSSOS TALENTOS E FUTUROS TALENTOS AGRADECEM!



Dia 04/02, os sete valencianos estarão deixando para traz sua cidade, família e amigos, levando nas bagagens muitos sonhos! E nós do Styllo Corpo, desejamos sorte e sucesso! Vamos abraçar e aplaudir os nossos bailarinos!

E para a pró, só resta saudade e a certeza de dever cumprido!


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Os Encantos da Morte – Em livro de contos, o médico e escritor Alfredo Gonçalves de Lima Neto emprega a pena de Doutor Thanatos.

Último mistério da existência, experiência pessoal, intransferível e, para muitos, dolorosa, a morte tem também sua sedução; aquela mesma atração que, segundo Nietzsche, faz o abismo olhar para quem passa o tempo todo olhando para o abismo. Médico de formação, escritor por vocação e com o bisturi afiado para as letras, Alfredo Gonçalves de Lima Neto, encontrou naquela que o poeta Manuel Bandeira chamou de “a mais indesejada das gentes”, inspiração para o livro de contos “Os Encantos da Morte”, lançado no final do ano passado.

São seis histórias que deixam transparecer um leitor voraz e um criador que, num sadio exercício de intertextualidade dialoga com outros autores, como argentino Jorge Luís Borges (“O criador de sonhos”) e com realismo mágico de Gabriel Garcia Márquez, Juan Rulfo, Júlio Cortázar e outros (“Nos caminhos do abandono”). O que não significa que o autor – radicado em Valença, no baixo sul do estado e membro da Academia Valenciana de Educação, Letras e Artes (Avela), fundada por inspiração do inquieto escritor Araken Vaz Galvão – não tenha timbre próprio.

As histórias de “Os Encantos da Morte” encantam pelo pulso seguro de quem domina a narrativa e a estende com a difícil arte da fabulação, prolongando e desdobrando a trama até o surpreendente desfecho como um enredo policial. Assim é, por exemplo, “As quatro mortes do Senhor Faustino”, a trajetória de um homem que abandona a família em defesa de uma causa (uma revolução ou uma conspiração humanitária), é odiado pelos familiares, com exceção da filha, Esperança, cujo nome é um achado simbólico para a personagem ansiosa por rever o pai (um monstro como todos diziam ou um homem incompreendido e injustiçado?).

Depois de muito tempo sem ouvir notícias do Senhor Faustino, cada membro a família é visitado por um homem de aspecto lúgubre, verdadeira personificação da morte, assim descrito pelo autor: “figura macérrima e esguia trajando um sobretudo preto que mal lhe desenhava a esquálida figura [...] rosto pálido com dois olhos pontiagudos que pareciam saltar de suas órbitas, e um nariz adunco, lembrando um daqueles rostos invulgares que encontramos nos quadros de Bosch”.

Para Esperança esse corvo disfarçado em arauto da morte conta que o Senhor Faustino morreu quando, triunfante, voltava para a sede do governo e o carro em que viajava passou por sobre uma mina instalada no tempo da guerrilha. À Socorro, irmão do falecido, a gralha agourenta revela que o infausto Faustino fora morto à traição por um antigo aliado. Já Inocêncio, o filho, é informado de que o pai sucumbiu numa emboscada. Por último, Consolação, a esposa, fica sabendo pelo mesmo informante tétrico, que o marido tombou esfaqueado no desenlace trágico de um triângulo amoroso. Em qual das quatro versões acreditar? Em todas ou em nenhuma, já que o desfecho é um desafio para a imaginação do leitor e o bom conto deve deixar sempre uma história em aberto, uma trama paralela.

Satanismo, maldição, orgia e Dom Juan Defunto

Borgeano e da mesma linhagem espiritual de “As ruínas circulares”, famosa história do contista argentino, “Criador de Sonhos” conta a desdita de uma tribo, os Milliuns, que perdera “a sensibilidade para com o mundo e a vida”, uma comunidade primitiva imune à saudade. à desilusão, á tristeza e aos sentimentos mais primários. No conto, um pequeno épico, satânico e repleto de aventuras, um jovem adotado pela tribo tentar resgatar a alma perdida dos Milliuns,

Como em “As quatro mortes do Senhor Faustino”, “Herança maldita” enfoca a desagregação de uma família e a terrível maldição que recaí sobre seus membros. “Nos caminhos de Abandono” temos puro realismo mágico, misturado com a orgia do Marques de Sade. No conto, mulheres são enclausuradas num convento e estupradas por uma espécie de templários denominados Cavaleiros das Luas de Prata. Destruição sexo e carnificina são o tom da história.

Em “Cartas Marcadas” há uma recriação de “A saúde dos doentes”, de Cortázar no qual pessoas se revezam, escrevendo missivas em nome de um jovem morto, para que a mãe do defunto, já velha e debilitada, continue acreditando que o filho está vivo, goza de boa saúde e caminha para o sucesso na vida. Por fim, vem a história picaresca, na linha de “A morte e a morte de Quinas Berro D’água” de Jorge Amado. Em “As prevaricações de um defunto”, que fecha o livro, o personagem central, como já denuncia o título, é um homem morto. Na história, o velório, para vexame da família de Pacheco, um homem tímido, pacato e doméstico, é invadido por várias amantes do falecido, mulheres belas e sensuais para todos os gostos. Como um Zé Ninguém como Pacheco, desprovido de quaisquer atrativos físico e espiritual conseguira formar seu harém?

A resposta está em “Os Encantos da Morte”, um livro, muitas vezes, sufocante, pois, não faz concessão a felicidade cosmética, flerta com o desespero da condição humana e se inspira na última viagem de cada um, como se o médico Alfredo Gonçalves de Lima, escrevesse com a pena de Doutor Thanatos.


09 de janeiro de 2012.
Elieser Cesar

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Boa Noite Rio Una

Venha participar conosco desse evento e deliciar-se de uma boa música, ao cair das tardes, às margens do Rio UNA.
A companhia de seus Familiares será gratificante.
Música é CULTURA!!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CICLO DE DEBATES ACADÊMICOS MOSTROU A OBRA DE JORGE AMADO PELOS OLHOS DO REALISMO MÁGICO

Professor Arléo e Professor Araken
Quem esteve presente na noite de abertura do I Ciclo de Debates Acadêmicos, promovido pela Academia de Letras de Ilhéus, na última sexta-feira, dia 26/08, fechando o "Agosto de Jorge Amado", se deleitou com uma palestra bem humorada, com profundos ensinamentos e uma visão diferenciada da obra de Jorge Amado. Se, por um lado, algum dos presentes ainda não havia lido um dos livros de Jorge, certamente a primeira coisa que fez ao chegar em casa foi pegar "Capitães da Areia", "A morte e a morte de Quincas Berro d´água", "Mar Morto", "Jubiabá" ou "O País do Carnaval", por outro, quem já leu toda a obra, saiu com desejo de ler tudo de novo.








A assertiva tem uma razão. A maneira com a qual o palestrante da noite, o historiador e escritor, Araken Vaz Galvão, conduziu o discurso, fez-nos viajar pelos caminhos tortuosos da civilização cacaueira, passando por personagens revolucionários e aventuras que beiravam o realismo mágico, ou até mesmo, fantástico, recheado nas obras de Jorge Amado. As semelhanças do escritor valenciano, com o escritor grapiúna fortaleceram ainda mais o debate. Ambos foram criados em roças de cacau, tiveram pais latifundiários e foram exilados pelo regime militar.


Araken também lançou dois livros.




Suas palavras, carregadas de entusiasmo e amor pátrio, nos lembrava o personagem Policarpo Quaresma para quem tudo do país é superior, chegando até mesmo a "amputar alguns quilômetros ao Nilo" apenas para destacar a grandiosidade do Amazonas. Esse valenciano, por opção, nascido em Jequié, no distrito de Aiquara, em 1936, possui formação em História (Investigación histórica), Instituto de História, Faculdad de Humanidades y Ciências, Universidad de la República Oriental del Uruguay (três anos) e Escuela de Bellas Artes (também três anos), do mesmo país. Possui ainda curso de cinema (um ano) da Cinemateca Uruguaya, Montevidéu. Na capital uruguaia trabalhou como jornalista free, em alguns jornais daquela capital. Passou pela Argentina, Paraguai e Bolívia, tendo residido no Peru, onde realizou quatro filmes de curta-metragem e um longa-metragem, Yawar Mayu – primeiro filme brasileiro falado em espanhol e com elenco e artistas dos dois países. Residiu no Equador – Guayaquil e Quito – onde trabalhou na Televisão.



Atualmente, é membro do Conselho Estadual de Cultura e Presidente do Fórum das Academias de Letras do Estado da Bahia.



O I Ciclo de Debates Acadêmicos contou com o apoio da Fundação Cultural de Ilhéus e do Ilhéus Praia Hotel. É coordenado pelo presidente Arléo Barbosa e produzido pelo professor Pawlo Cidade.



Estiveram presentes, além dos convidados, os acadêmicos Gerson dos Anjos, Hans Schaeppi, Dorival de Freitas, Neide Silveira, André Rosa, Arléo Barbosa, Eliane Sabóia e Pawlo Cidade.



Visite o Blog de Araken Vaz Galvão

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Alfredo Gonçalves Lança OS ENCANTOS DA MORTE!!

Alfredo Gonçalves de Lima Neto, médico por profissão, artista da palavra por desígnio dos deuses (e quiçá com um pouquinho de força dos demônios também), nasceu em uma madrugada, possivelmente, chuvosa – daquelas de tempestades que, assustando a quem é surpreendido nas ruas, anunciam os grandes cataclismos –, já que a maioria das crianças soe escolher as horas mais insólitas para vir à luz, imagino que isso sucedeu com ele que, também por vocação dos deuses (ou dos...), já veio ao mundo fazendo travessuras.

No entanto, dizia eu que a possível tormenta da qual falava, supondo ter ele vindo ao mundo naquela noite, ao ter as mesmas características das que pressagiam desgraças, ironicamente trouxe um fato benfazejo. Um menino que, se poderia dizer, era antípoda do personagem das histórias infantis, uma vez que não se negou a crescer, sendo que houve apenas uma semelhança com aqueloutro, posto que Alfredo, ao se fazer homem, em espírito, permaneceu eternamente criança, já que, para ele, a vida é tão-somente um ato lúdico, só valendo a pena vivê-la com ajuda de muito riso, brincadeiras, gracejo, festança, pilhéria, caçoada, folgança, galhofa, zombaria e, consequentemente, muito humor.

Não sei se ao nascer, algum anjo torto, daqueles que vaticinaram a Drummond, o fado de “ser gauche na vida”, auguraram-lhe destino semelhante. Sei, contudo, que o dotaram de uma etérea sensibilidade, de uma honestidade ilibada e de um espírito de companheirismo ímpar. Tudo isso, porém, repleto de ironia, de zomba, diria mesmo que até de certo espírito de galhofa, características as quais podem parecer aos desavisados coisa de pessoa que não leva nada a sério.

Ledo engano.

Alfredo, em sua aparente adolescência eterna, é sério e sisudo. Sua obra literária assim o prova. Um dos seus temas favoritos é o último ato da vida, conforme podemos constatar neste “Os Encantos da Morte”, um livro primoroso sob todos os sentidos. E esse primor caracteriza-se pela riqueza da linguagem, pela fina ironia do humor, pelas sutilezas das metáforas, pela trama bem urdida e pela elegância verbal.

Há um lugar-comum – do tipo desses que aparecem nos pára-choques dos caminhões – relacionado com os médicos, o qual reza: “Por lidar tanto com a morte, talvez seja o que melhor saiba lidar com a vida”. Aplicando-o ao escritor Alfredo, eu diria que ele por trabalhar literariamente com o lado absurdo e contraditório da vida – e sua obra é a melhor prova disso –, melhor consegue brincar de forma magistral com a morte.

O leitor sensível, ao adentrar nas páginas deste livro, constatará que essas palavras são o retrato vivo sobre um escritor que consegue transformar em fina ironia – às vezes com laivos de zombaria e sarcasmo – as chamadas tragédias da vida.



Araken Vaz Galvão

terça-feira, 12 de julho de 2011

Convite Para Projeto Uma Prosa sobre Versos


Bom dia!


Temos a imensa satisfação de convidar para o projeto Uma Prosa sobre Versos, que acontecerá nesta sexta-feira, às 19h30min, no Auditório Municipal de Maracás, com o poeta Alesandre Bonafim.

Vamos celebrar a poesia brasileira!

Agradecemos ao convite e felicitamos pela iniciativa.

sábado, 9 de julho de 2011

Mínima Enciclopédia - Soteropolitano

Baiano de nascimento e coração – até um pouco fanático, ainda que fanatismo seja perigoso, mas no bom sentido ou como força de expressão, imagino que, tudo bem – sempre tive curiosidade em saber por que aqueles nascidos na cidade do Salvador são chamados de soteropolitanos, mas, inexplicavelmente, um preguiça macunaímica – se me permitem o canhestro neologismo – impediam-mo.

Talvez a preguiça tivesse seu epicentro no diabinho que todos temos (acho!) no inconsciente, que estava sempre a dizer-me: Não tens nada com isso. Nasceste em Jequié. És, pois, jequieense. Mas eu sabia que essa era uma informação errada ou equívoca. Nascera, em 1936, no município de Jequié, era verdade. Como também era verdade que aquele meu nascimento dera-se no então distrito de Aiquara, mais precisamente na fazenda Santa Maria, que ficava situada próxima ao povoado de Pulga do Campo. Se toda essa complicação para se saber onde um cidadão brasileiro/baiano nascera fosse pouco, Aiquara emancipara-se durante a ditadura, época em que criava-se municípios – exclusivamente para dar mando a apadrinhados – cujo destino era viver de uma única arrecadação: aquela que vinha de um fundo federal criado para sustentar municípios que não se sustentavam. No caso, nas próprias pernas.

Em busca do lugar onde nasci, estive em Aiquara, o lugar continuava praticamente a mesmo de quando eu tinha dez, doze anos. Não mudara nada. Pacata, população escassa de boa gente trabalhadora. O mais era marasmo e silêncio.

Na época daquela visita, já sabia o significado da palavra Aiquara: Vinha do tupi – como sói ocorrer com muitos logradouros brasileiros – AI, que significava preguiça(1), o animal; QUARA, significava buraco, morada, o refúgio da preguiça. Macunaíma poderia ter nascido lá.

Quanto a Jequié(2), que eu também já sabia o significado, cuja forma correta, em tupi, seria Tikí-é, significava “o covo(3) de forma diversa, podia ser ainda uma palavra da língua dos Camacãs (que não eram tupis), Yaquié, para exprimir onça, cachorro”, isto na concepção de Sampaio. Já Falcão afirma que a palavra se formou pela junção de Jequi (covo) mais eé (arrastar), significando “covo de arrasto” (armadilha de arrasto?) ou “rio do covo”. Podendo ser ainda, como segunda opção, “covo diferente, que não é como os demais”.

Tudo isso é dito em uma tentativa de explicar minha resistência em averiguar o significado de soteropolitano, uma vez que era oficialmente jequieense, embora a fazenda onde nascera ficasse no distrito de Aiquara, próxima ao povoado de Pulga do Campo, o que me fazia um cidadão pulgacampense (ou algo similar), mais precisamente nascido em um município que não existia no ano em que nascera. O pior de tudo era que também o minúsculo povoado de Pulga do Campo tampouco existia. Já estava pensando que era um cidadão fantasma – temendo que a terrível, e temível, (com os mais pobres) Receita Federal, descobrisse essa situação e visse nela dolosas intenções minhas.

Estava vivendo esse crucial dilema, participando de uma reunião da Secção Baiana da União Brasileira dos Escritores (UBE/BA), quando conheci a brilhante escritora patrícia, Miriam de Sales. Uma mulher muito simpática, que fala pelos cotovelos, porém não cansa porque fala bem e sabe o que fala e do que fala. Ouvia-a, hipnotizado, como de resto toda a plateia, quando ela disse que sabia o significado de soteropolitano.

Na ocasião, ainda extasiado com a magia da fala de Miriam, senti inibição em perguntar qual. Justifiquei, em pensamento, que não o fazia por pura preguiça (afinal estava relacionado com aquele tipo de animal e de sua casa), porque soteropolitano só podia vir do grego ou do latim – disse-me.

Voltei para Valença, onde moro, magnetizado com o feitiço de Miriam e com o bendito soteropolitano na cabeça. O tempo passou e ontem (29/6/2011, dia de São Pedro e das Viúvas, como realçava a Miriam em seu livro “A Bahia de Outrora”), tomei coragem e perguntei-lhe diretamente. E ela, que adepta do uso constante da Internet, passou-me algo que chamo gancho (mas ela chama link: http://abahiadeoutrora.blogspot.com/2010/07/ficha-tecnica-do-livro.html), onde pude ler o que se segue: “Nós baianos somos xingados de soteropolitanos como dizia o irreverente Jorge Amado. E, muitos baianos desconhecem porque somos chamados assim. Graças à bibliotecária Genilda, da ABL, estudiosa das coisas da Bahia, descobrimos. Soteropolitano(4) vem de SOTERO: SALVADOR; POLI: CIDADE; TANO: NATURAL. Entendeu? Natural da cidade do Salvador, com muito orgulho.

“Como nós, baianos, somos “diferentes” e reverenciamos a cultura clássica, nosso gentílico tinha que vir do grego, pois Soterópolis é Cidade do Salvador, nesta língua.

“Soterópolis era uma cidade grega, erigida em honra de Sotero, imperador, cuja palavra, em grego, significa Salvador.”

₢ Araken Vaz Galvão