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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Boa Noite Rio Una

Venha participar conosco desse evento e deliciar-se de uma boa música, ao cair das tardes, às margens do Rio UNA.
A companhia de seus Familiares será gratificante.
Música é CULTURA!!!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

ILHÉUS TERÁ ENCONTRO DE ACADEMIAS DE LETRAS

Adilson Gomes, Araken Vaz, Pawlo Cidade e Alfredo Gonçalves

Estiveram reunidos durante todo o dia de ontem, 30 de abril, na FUNCEA, em Valença, os diretores do Fórum das Academias de Letras do Estado da Bahia - FALAB. A principal pauta do encontro versou sobre a organização e os encaminhamentos do II ENCONTRO ESTADUAL DE ACADEMIAS DE LETRAS DO ESTADO DA BAHIA, que este ano, será realizado na cidade de Ilhéus.

Entre outras coisas, ficou decidido que o encontro ocorrerá no período de 5 a 7 de agosto. Dia 05, às 19:00 horas, será a abertura oficial no Teatro Municipal de Ilhéus e contará com a presença de várias autoridades  - inclusive o Secretário de Cultura do Estado da Bahia, Albino Rubim e o Diretor da Fundação Pedro Calmon, professor e historiador Ubiratan Castro,e representantes da sociedade civil.
Para o escritor e pesquisador Araken Vaz Galvão, presidente da FUNCEA e do Fórum das Academias, este segundo encontro irá fortalecer o papel das Academias de Letras no interior da Bahia e dará continuidade às políticas públicas que estão sendo implementadas no setor desde a realização do primeiro encontro, em dezembro passado, na cidade de Valença, promovido pela AVELA - Academia Valenciana de Educação, Letras e Artes, presidida pelo Dr. Alfredo Gonçalves. Na ocasião, 17 Academias de Letras estiveram presentes. Ele ainda acrescenta que o encontro irá analisar os principais pontos descritos na Carta de Valença, transformando-as em políticas públicas para as propostas encaminhadas.

Neste segundo encontro haverá o lançamento dos Anais do encontro anterior, lançamento da Revista do FALAB, apresentações culturais, homenagens, oficinas literárias, palestras e mesa-redondas, sobretudo pautada na obra de Jorge Amado, principal homenageado deste ano no encontro.

Dr. Alfredo Gonçalves, presidente da AVELA, sugeriu que em Ilhéus, o encontro tivesse o mesmo formato do primeiro, já que ele se mostrou bastante eficaz nas discussões e nos debates, respeitando, claro, as características e as atividades locais.

Pawlo Cidade, vice-presidente do Fórum e o confrade professor Adilson Gomes - secretário geral,  sob a  supervisão do confrade Araken, ficaram responsáveis para dar encaminhamento ao cronograma de ações que serão feitas nos próximos meses até a data magna em 05 de agosto. Entre as atividades delegadas está a construção do programa e o tema do encontro. Segundo Pawlo, "Ilhéus fará uma celebração de mãos dadas com Jorge", já que no mesmo período ocorre a tradicional Semana Jorge Amado de Cultura e Arte. "Iremos procurar parceiros que vêm a língua e a literatura como instrumentos de transformação e fortalecimento da cultura na Bahia".

O II ENCONTRO DAS ACADEMIAS DE LETRAS DO ESTADO DA BAHIA, terá apoio da Secretaria de Cultura do Estado, através da Fundação Pedro Calmon e da Prefeitura Municipal de Ilhéus, por meio da Fundação Cultural de Ilhéus.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Comentário sobre Amália Grimaldi

AMÁLIA GRIMALDI – QUANDO...


Dário Teixeira Cotrim

Academia Guanambiense de Letras

Academia Caetiteense de Letras



Quando da nossa visita na encantadora cidade de Valença, região da Costa do Dendê, no Recôncavo Baiano, tivemos a oportunidade de conhecer uma plêiade ilustre de escritores valencianos e de alhures. Foram momentos inesquecíveis. Uma cidade da época colonial, com os seus casarios antigos, e que representa, verdadeiramente, a nossa Bahia dos primeiros tempos do século XVIII. Valença é linda! Valença é misteriosa!



Dentre os escritores/poetas presentes no I Encontro Estadual de Academias de Letras da Bahia, tivemos o prazer de conhecer a confreira Amália Grimaldi. Uma mulher de visão. Artista plástica e poeta, autora do livro “Quando...” que, segundo ela própria, são poemas que falam de uma trajetória de vida, com sentimentos e lembranças sobre os “lugares de onde vim e por onde passei e passarei”. O livro “Quando...” ainda traz no seu esboço - além dos seus belíssimos poemas - sinais, riscos e rabiscos que traduzem alegrias, saudades e uma vontade imensa de voltar no tempo. Quando a magia é “Quando...”!



Nota-se que são poemas com linguagem direta. Com frases isoladas e palavras soltas numa arrumação própria da própria autora no recôndito do tempo em que ela colecionava as suas doces reminiscências. Para cada poema uma ilustração, ora com aspecto infantil, ora com tendência marginal. Entretanto, com a representação da mais alta significação artística e literária da poesia. A leitura dos poemas de “Quando...” nos convida para uma viagem além dos limites da nossa Valença. Extrapola a nossa imaginação. Ultrapassa os nossos sonhos. A literatura de Amália Grimaldi, assim como a de todos os poetas baianos, confunde-se com a literatura herdada do grande poeta Castro Alves. É assim porque a escola baiana de letras, venera com justa justiça, a criação literária daquele “gondoleiro do amor” que foi o mais completo poeta brasileiro, quiçá do universo.



Cada poema do livro “Quando...” é um encontro com o desconhecido. Por outro lado, podemos dizer ainda que Amália Grimaldi, de quando em quando, formulava questionamentos sobre o conceito social do povo brasileiro. Falava dos índios maluaré que ela conheceu em Santa Isabel do Morro (Ilha do Bananal) e do vasto mundo por onde percorreu numa boa e longa temporada. Além de tudo isso, a autora teve o cuidado de montar um álbum fotográfico nas páginas finais do livro.



Durante o I Encontro Estadual de Academias de Letras da Bahia, organizado pela Academia Valenciana de Educação, Letras e Artes e pela Fundação Pedro Calmon, notamos da necessidade desse momento literário para os novos autores baianos. Somente a promoção do encontro de escritores já justificava o evento. Os lançamentos de livros e as palestras com temas afins à literatura foram os momentos mais significativos do encontro. Entretanto, a cortesia e a generosidade dos autores com a permuta de livros, estas promovem laços mais estreitos entre os acadêmicos e contribuem para a melhoria das letras em nosso Estado. Aliás, é exatamente por isso que hoje temos o prazer e a alegria de ler o belíssimo livro “Quando...”, de nossa confreira Amália Grimaldi. Parabéns!